A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está em vigor desde 2020, mas, mesmo após anos de adaptação, muitas empresas brasileiras ainda cometem erros graves no tratamento de dados pessoais. Essas falhas podem gerar multas, danos à reputação e perda de confiança de clientes e parceiros.
Mais do que conhecer a lei, é fundamental aplicá-la corretamente no dia a dia do negócio. A seguir, destacamos os erros mais comuns que ainda acontecem e como evitá-los.
1. Achar que a LGPD é apenas um documento
Um dos erros mais frequentes é tratar a LGPD como algo puramente burocrático. Muitas empresas acreditam que basta criar uma política de privacidade ou um termo de consentimento para estar em conformidade.
Na prática, a LGPD exige mudanças reais nos processos internos, na cultura organizacional e na forma como os dados são coletados, armazenados, utilizados e descartados.
2. Coletar dados em excesso
Outro problema recorrente é a coleta desnecessária de informações. Empresas ainda solicitam dados que não são essenciais para a prestação do serviço ou para a finalidade informada ao titular.
A LGPD determina o princípio da necessidade: apenas os dados estritamente necessários devem ser coletados. Quanto mais informações armazenadas, maior o risco em caso de vazamentos ou incidentes de segurança.
3. Falta de controle sobre quem acessa os dados
Muitas organizações não sabem exatamente quem tem acesso aos dados pessoais dentro da empresa. Funcionários sem necessidade acabam visualizando ou manipulando informações sensíveis, o que aumenta o risco de uso indevido ou vazamentos internos.
Ter controle de acesso, perfis bem definidos e registros de uso é essencial para a segurança da informação e para a conformidade com a LGPD.
4. Não investir em segurança da informação
A LGPD exige que as empresas adotem medidas técnicas e administrativas para proteger os dados pessoais. Ainda assim, muitas organizações negligenciam atualizações de sistemas, uso de antivírus, backups adequados e políticas de segurança.
Ambientes desatualizados, sistemas sem suporte e falhas de infraestrutura são portas de entrada para ataques cibernéticos, colocando dados e o próprio negócio em risco.
5. Acreditar que pequenas empresas não precisam se adequar
Um mito comum é pensar que a LGPD só se aplica a grandes empresas. A lei vale para qualquer organização que trate dados pessoais, independentemente do porte ou segmento.
Pequenas e médias empresas também estão sujeitas a sanções e, muitas vezes, são ainda mais vulneráveis por não possuírem estrutura adequada de TI e segurança.
6. Não saber como agir em caso de incidente
Muitas empresas não possuem um plano de resposta a incidentes. Quando ocorre um vazamento ou acesso indevido, não sabem como agir, quem comunicar ou quais medidas tomar.
A LGPD exige transparência e rapidez na resposta. Ter um plano definido evita decisões precipitadas e reduz impactos legais e reputacionais.
Como evitar esses erros?
A adequação à LGPD não deve ser encarada como um custo, mas como um investimento em segurança, credibilidade e sustentabilidade do negócio. Contar com apoio especializado, realizar diagnósticos periódicos e alinhar tecnologia, processos e pessoas é o caminho mais seguro.
A TC do Brasil atua apoiando empresas na jornada de conformidade com a LGPD, oferecendo diagnósticos, orientações técnicas e soluções que ajudam a transformar a lei em prática real no dia a dia corporativo. Conte conosco!


